João Ruela Ribeiro, candidato a suplente do Conselho Deontológico



Entrei na profissão numa época em que a crise económica no sector da comunicação social já não podia ser escondida. À minha volta assisti aos esforços das cúpulas para normalizar situações de precariedade e naturalizar a constante ameaça dos despedimentos.
Hoje, esse esforço parece ter sido, infelizmente, bem empreendido. Olhar para o jornalismo como uma carreira que merece protecção, remunerações consistentes com a responsabilidade social, progressão e segurança é privilégio dos chamados iludidos.
Ao mesmo tempo, fora das redacções, é clara a degradação da posição do jornalista na sociedade. É quase inexistente aos olhos de muitos a distinção entre os profissionais a quem cabe a selecção da informação, o escrutínio do poder, e tornar audível a voz dos excluídos, e todos aqueles que reverberam agendas, promovem a ignorância ou mentem, simplesmente.
Estas crises simultâneas não estão desligadas uma da outra e para que sejam debeladas é necessário que instituições como o Conselho Deontológico sejam fortes e visíveis. Começar por fazê-lo entre os jornalistas seria já um bom começo. É a isto que me proponho.

João Ruela Ribeiro é jornalista no PÚBLICO desde 2014 e ingressou no Sindicato dos Jornalistas (nº sócio SJ: 7321) praticamente nos primeiros dias de exercício da profissão. Tem trabalhado quase sempre na secção Mundo.

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