Lista A - Martins Morim, candidato ao Conselho Deontológico



Aqui estou eu, uma vez mais. Não para funções executivas, mas candidatando-me a um lugar no Conselho Deontológico (CD). E aqui estou, por discordar sobretudo do rumo que a actual Direcção tem seguido e mais ainda da acção do CD em funções.

O respeito pela ética e pela deontologia da profissão é um dever. Ora, é precisamente este imperativo que me faz aceitar a responsabilidade de integrar o mais antigo órgão de auto-regulação da classe no nosso País. Faço-o, integrando a Lista A – Aos jornalistas, pelo Jornalismo! – porque, como diz Carlos Camponez, que encabeça a lista, o Conselho Deontológico não deve ser apenas um «espaço de recepção de queixas e de emissão de pareceres», mas também, e sobretudo, uma «voz actuante» e «desempenhar um papel charneira na criação de uma cidadania mediática exigente sobre a qualidade da informação, envolvendo os jornalistas, o público, as empresas de comunicação social e o Estado».

Para tanto, é igualmente «imprescindível um Sindicato [dos jornalistas] forte, presente e activo na defesa da classe, do jornalismo e da democracia», tarefa que a lista Aos jornalistas, pelo Jornalismo! se propõe levar por diante, com a força da sua juventude e a experiência dos mais velhos, «sem excluir, derrubando muros, avançando na recuperação e na conquista de direitos, valorizando a profissão».

Estas são as suas linhas fundamentais de acção:
. Dinamizar e valorizar o papel do Sindicato junto dos jornalistas e da sociedade;
. Estimular a unidade da classe e contribuir para uma maior consciencialização dos problemas do sector e para o reforço do Sindicato, indispensável para os combater;
. Afirmar o Jornalismo como profissão imprescindível e decisiva na construção de uma sociedade democrática e esclarecida, capaz de rejeitar e combater o obscurantismo emergente.

O meu apelo ao voto vai, claro, para a Lista A. Pela experiência e saber acumulados dos candidatos mais antigos e pela energia renovada e as novas ideias daqueles que estão agora a chegar à actividade sindical. A existência de outra lista só nos pode obrigar a fazer mais e melhor, cientes de que do sonho à realidade vai sempre, antes de mais, a força da vontade.

Este sindicato vale a pena! E a Lista A também!


*Martins Morim (Sócio 1529), jornalista reformado e formador, candidato na lista A ao Conselho Deontológico. Fui vice-presidente da extinta OIJ e membro do Conselho Director da FEJ. Comecei na Rádio Estudantil (antiga Rádio Universidade, Maio/Junho de 1974 até Outubro de 1975; Estagiei e fiz-me jornalista na Rádio Berlim Internacional (emissões em língua portuguesa, Outubro de 1975 e Outubro de 1984). Neste período, fui também correspondente de o diário e A BOLA. Nove anos de actividade profissional e de vida na antiga RDA ajudaram-me a conhecer a realidade do Leste europeu. Trabalhei em O Primeiro de Janeiro, o diário, Público e n ‘A BOLA. Fui também colaborador de O Jogo, Diário de Notícias e da Rádio Comercial. Fui ainda correspondente em Portugal da Kicker Sportmagazin e continuo a colaborar com a rádio OndaMadrid, de Espanha.

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